14 de dezembro de 2010

Suícida

A noite já vai longa, é de madrugada,
Chegas a casa, não pensas em mais nada,
Contas os passos na direcção da garrafeira,
Procuras álcool para alimentar a bebedeira.
Desapertas o laço apertado que te abafa…
Respiras bem fundo, pousas a gravata,
Dás um trago sôfrego na garrafa,
Buscas a solução mas, nem ata, nem desata.
Afundas lentamente o peso do corpo no sofá,
Com as mãos trépidas seguras a cabeça.
Suspiras por calma, é mais uma noite má,
Desejas...que nunca mais aconteça.
Olhas o chão e pareces atordoado,
Fechas os olhos e bebes mais um bocado.
Estás confuso, perdido, desesperado,
Estendes a mão para a mesa,
Onde pousas o vinho, já embriagado.
Num impulso reages de surpresa,
Apalpas cegamente, sabes que está ali ao lado
Agarras convicto um pedaço de ferro gelado.
Revólver de fogo, calibre 35, dedo no gatilho,
Flashback da tua vida, nem um segundo de brilho.
Não tens dúvida nenhuma, estás decidido,
Num lapso fugaz apontas o objectivo. Pam!
Um tiro na cabeça, problema resolvido!

7 de dezembro de 2010

“Just to keep it going”

Hater’s say I don’t rhyme kindly lyrics
I say love your lover’s and fuck all the critics.
I never wished to be just like you all,
Tiny little brain so weak and small,
Yes it’s true! I don’t think a lot…
But if you’re so fucking genius
Give me just one thought!
Nowadays music sounds like “Bling $ Bling $”
That’s why I don’t try to sing,
Not even in the shower or “a capela”
Cause I ain’t no motherfucking storyteller!

25 de novembro de 2010

Sanity Intact

Fuck Jesus Christ!
Fuck the almighty God!
Just believe in yourself.
Fight for the best
And for nothing less
No heart in the chest,
Live is a mess!
Give me my life back
And just let me sleep,
To step by step
Highway to the track,
That helps me to keep
Sanity intact!

Neste meu ritmo pachorrento, de escrita miserável, contínuo com esperança, de porventura, regressar à escrita prosaica de conteúdo mais generalista. Nos entretantos, como não me apraz dizer nada que acrescente valor ao silêncio ficamos com isto.

25 de outubro de 2010

Reborning

Hoje lavei os cabelos com Jonhson's baby, amanhã vou tomar o leite morninho com uma palhinha, no dia seguinte vou limpar o rabo com toalhitas extra suave e lá pro fim da semana espero já ser criança de novo..............só receio que não me dê vontade de obrar e arruine o meu plano!!

25 de setembro de 2010

For me

Enough for me to be,
The big bad boy...
Enough for me to be,
The sick sad toy...
Enough for me to be,
The stinky shit joy...
It's time for me to,
Seek, search and destroy!
It's time for me,
To grow up rise and shine...
It´s time for me,
To believe the world can be mine.
This is the moment,
To stop living in the mud...
This is the moment,
To kill you in cold blood.
Lately I feel like I’m alive again…
So it’s time to smash your brain,
With these words I kick to your heart,
It’s time for you,
To see me reborn and restart!

21 de setembro de 2010

Untitled

Ouvindo música como um adolescente
É assim que me sento com saudades de chorar,
Acho que me tornei num cubo de gelo,
Falta-me a chama para derretê-lo
Sentado numa cadeira de madeira,
Sinto o relógio do tempo a queimar.
Como um demente impaciente
Que anseia por saber,
Se o julgamento final irá chegar!?
Se irá punir e castigar?
Quem não soube sorrir
E nem mesmo chorar.
Quem é limitado intelectualmente,
Ao pensar que ser culto
É sinónimo de ser inteligente.
Quem consegue acreditar,
Que o poder está nas palavras
E não no poder de as silenciar.
Levanto-me da cadeira
E estendo-me na cama,
Que apaga o fogo que me inflama.

7 de agosto de 2010

Noites Brancas de Insónias

Mais uma noite infinita de insónias,
Está calor de verão e oiço ao fundo o som da diversão,
A música vem de longe e mescla-se com as ideias,
Agita-se o sangue quente que me corre nas veias.
Oiço, penso, escrevo aleatoriamente e sem conexão,
E esgoto nas palavras que escrevo
O tempo que me resta para a senilidade.
E passo mais uma noite sem dormir a sonhar com a felicidade.
Podem-me chamar egocêntrico…
Podem apelidar de vaidade,
Mas só eu posso encontrar o mapa
Com o caminho para a felicidade.
A felicidade pode ser um gesto,
A felicidade pode estar num passo incerto,
A felicidade é como a música que escuto nesta noite no deserto
Por vezes parece tão longe e está ali tão perto.
Neste serão passado em branco,
Desejo fortemente sucumbir de cansaço
E recuperar o sono perdido embrulhado no teu abraço.

12 de julho de 2010

Solidão

Tenho sede de gritar,
Tenho fome de morrer,
A vontade de chorar,
O desejo de querer,
Num murmúrio sussurrar
Para todo o universo ouvir,
Se é este o meu destino…
Mais valia não existir!

24 de maio de 2010

Variações Oscilantes!

Gostava que me perguntasses,
Porque nunca escrevo de amor?
Simplesmente te responderia…
Que nunca senti esse sabor.
Enterro a vida numa gaveta,
Visto o traje do miserável
Sem medalhas nem orgulho.
Penso no que fui, no que podia ter sido.
Calço por mais um dia as botas sujas
Que calcam a lama,
Essa mesma onde me enterro!
Por vezes ainda grito alto no escuro,
Do obscuro do meu ser…
“Eu já fui brilhante,
Eu podia ter sido gente”,
Mas já vislumbro no horizonte
O futuro deprimente.
Essa luz ao fundo do túnel
Não me parece luminosa de esperança,
Mas sim mais um passo para a desgraça
Que carrego tatuada nas costas,
Como um fardo que mereço.
Porque este rumo eu consigo mudar
Mas permaneço…
Um espantalho inerte por despertar,
Ainda vou querer vestir o fato de gala
E já só poderei sonhar.

20 de abril de 2010

I want to break free of these chains that tie me...

Não me sais da cabeça...
Preciso de saber!
Do que gostas-te?
Do que não gostas-te?
Estás contente ou triste?
Conta-me como me vês!
Conta-me o que sentis-te!
Sinto-me preso por ti, sinto-me refém...
Do que pensas-te...do que te vai na mente.
Vamos repetir?
Ou é para esquecer definitivamente?
Preciso de saber! Preciso que me digas!
O que achas que correu bem?
O que achas que correu mal?
Desiludi-te?
Ou fui simplesmente genial?
Porquê tantos porquês?
Será por ter sido a primeira vez?!
Preciso de saber...
Porque não me sais da cabeça.

16 de abril de 2010

Iluminação 100 Watt

Na terra dos sonhos há uma ponte, que é um miradouro,
Para os que lá acordam, o rio que ao fundo se oculta nas nuvens,
Para os que vão sonhar, a praia, as crianças o lar.
Ai como tenho saudades de ver em um só olhar...
Areia, sol e mar!

Hoje sinto-me iluminado!
Percebo claramente o que me apoquenta…Sede de conhecimento! Quero aprender sempre! Nunca estagnar. Exijo evoluir sempre! Nunca bloquear no tempo. Ainda que não dê o primeiro passo, sei que é disso que mais preciso. Aceito tudo que seja novidade para mim, que me faça saltar a rotina, que me liberte a alma. A ausência disso justifica a facilidade com que desmotivo. É por não o alcançar que estas palavras me fazem tanto sentido, durante grande parte dos dias - “I just don’t give a fuck”. Estou desligado do mundo, estou desligado da vida, estou sobretudo desligado de mim próprio. Por vezes falta vontade, por vezes escasseiam as atitudes, por vezes a ausência de acções.
Certo é que falta sempre algo que me desvie deste passeio, de calçada Portuguesa, da minha terra, que amo mas que não me faz feliz na plenitude. As coisas escritas são diferentes de ditas, as coisas ditas são diferentes de feitas. Aqui cresci, mas acordei...devo partir, mas ainda não sei. Tudo que sou, sou-o aqui! Tudo que amei, veio daqui! Mas um dia com certeza partirei.

5 de abril de 2010

Momentos de Agonia

Por vezes sinto-me assim

Agonia desejada!
Agonia Corrosiva!
Não faço o que preciso,
Evito-o de forma evasiva,
Com um papel branco e liso.
Que futuro posso esperar,
Se não caminho contra o tempo a passar.
Pausadamente deixo andar...
Até a contagem parar!
Agonia que aperta o coração
Como um laço apertado pela calma,
Só que o que consome o coração
Também dilacera a alma.
É dia de escolher,
É hora de decidir,
Como é que vou viver...
No minuto que está para vir.
O excesso de serenidade,
A escassez de celeridade,
Se não aproveito agora,
Terei outra oportunidade?
É que os dias passam,
E eu continuo à espera.
Só quando levar o primeiro tiro...
É que vou começar a guerra.

24 de março de 2010

Ainda te lembras?!

Resolvi postar aqui um dos textos com mais significado que já escrevi, uma das melhores coisinhas, que considero ter feito no que à escrita diz respeito ou talvez mesmo a melhor, ou quiça a única coisa de jeito, ou porventura nem jeito tenha, mas pelo menos significado tem bastante.

Ainda Te Lembras?

Ainda me lembro quando o caminho era em terra batida,
Ainda me lembro de ter alguma esperança na vida.
Ainda me lembro que antes das castanhas, era campo de cultivo,
Ainda me lembro de sorrir sem nenhum motivo.
Ainda me lembro de madrugar para ir pra escola,
Ainda me lembro em cada intervalo jogar á bola.
Ainda me lembro da inconsciência infantil,
Ainda me lembro de ter um leitor de discos de vinyl.
Ainda me lembro dos bons amigos,
Ainda me lembro dos meus ténis antigos,
Ainda me lembro de andar no quadro da bicicleta.
Ainda me lembro de correr sem ter uma meta.
Ainda me lembro do tempo das cabanas,
Ainda me lembro de tentar fazer as camas.
Ainda me lembro das tardes a jogar consola.
Ainda me lembro de só beber Coca-Cola.
Ainda me lembro das salas especiais,
Ainda me lembro de alguns professores anormais,
Ainda me lembro de colegas especiais.
Ainda me lembro das horas no banco do parque,
Ainda me lembro de fazer tempo para o embarque.
Ainda me lembro da ânsia de ir para o rio,
Ainda me lembro na camioneta, toda a viagem, nem um pio.
Ainda me lembro quando eram “mais de mil”,
Ainda me lembro de ser mais infantil.
Ainda me lembro das férias em Real,
Ainda me lembro de passarem por cá no Natal.
Ainda me lembro de ter um fraquinho por ti,
Ainda me lembro da tua alcunha...“fifi”.
Ainda me lembro de dormir e não querer acordar,
Ainda me lembro de sonhar.
Ainda me lembro da missa ao domingo,
Ainda me lembro da catequese.
Ainda me lembro de querer conquistar o mundo,
Ainda me lembro do sentimento profundo.
Ainda me lembro do monopólio, do berlinde, do pião, do sete e meio, da brincadeira...
Ainda me lembro da primeira bebedeira.
Ainda me lembro na cabeça, um vaso, uma costura,
Ainda me lembro de “La Pandilla Basura”
Ainda me lembro de muito mais,
Lembranças fundamentais.
Mas, o tempo passa e não volta atrás,
Hoje o que mais desejo, para todos de quem me lembro é...PAZ!!!!

8 de março de 2010

O caos num paralelepípedo!

Atiro um paralelepípedo no Oceano vazio,
Espero que se afunde,
Como me afundo no reflexo do teu perfume.
Arranco um bago de uva do sol gelado,
Desejo que o proves,
Como desejo o sabor escaldante do teu corpo.
Apanho uma folha seca da terra impiedosa,
Sonho que voará para a eternidade,
Como eterna será a loucura da liberdade,
Aperto-a na palma da mão,
Como se te prende-se a mim para sempre.

Stuck in a moment...




4 de março de 2010

Ouve mas nem sempre dês ouvidos!

Sometimes I feel like a tower,
That you can´t climb.
Sometimes I feel I have the power,
That with my eyes I see your mind.
Sometimes I punch so hard,
That you're like "his he a retard",
No! I just fucked you from behind.
I'm the shit you don't have the balls to be,
Be able to show the real you
And not what others want to see.
Your best skill is your motherfucking tongue,
Till he falls,
till he crashes,
till he burns into ashes,
Licking motherfucking stinky asses.
Growing older but I still the same,
Rising up my middle finger I tell you...
"Enought bla, bla, bla you're a shame".

Na língua de Camões e do Fábio Coentrão pode-se traduzir da seguinte forma:

Na escuridão absoluta...
O pensamento é puro.
Á luz das velas...
O silêncio é magnífico.

17 de janeiro de 2010

Protagonismo

Podes passar por mim e eu estar de rastos na sarjeta,
Podes ignorar-me quando me encontrares inerte na valeta,
Podes cuspir no chão onde me deito e eu deixar que isso aconteça,
Mas mesmo que esteja na lama hei-de cagar-te de alto na cabeça.
Não me vendo pela fama, pelo poder, nem pela glória,
Tenho orgulho no meu passado, do que vivi, da minha história.
Acreditas que todo o universo te idolatra e te venera,
Mas na terra é tudo ilusão como o mito de quimera.
No alto do teu castelo e da tua descomunal arrogância
Pára um pouco para pensar e mete a mão na consciência
Sente como está fria a tua alma e como ferve a ignorância,
Nos meus olhos podes aprender a dignidade e a benevolência.
Pergunto se alguém encontrou a noção do ridículo?!
Porque eu conheço quem a perdeu.
É que cada um de nós faz a cama em que se deita,
No mesmo colchão que tu está alguém que não te respeita.
Eu permito que me explores intelectual e fisicamente,
Leva os ossos, leva os músculos, leva tudo até ao ultimo dente,
Mas nem penses que descobres a chave para a minha mente,
Olha que o que está nesse cofre não são valores monetários
Revelo-te já o segredo…são exactamente os contrários!



Não é raiva nem é inveja…Talvez seja uma personalidade extrema. Revolta-me a sede de protagonismo, irrita-me sobretudo quando não se alcança esse protagonismo pelo mérito e se faz questão de o tentar “comprar” através do status social. Esse status pode-se conquistar de inúmeras formas, a mais comum e simultaneamente a mais perversa consiste no falso respeito e admiração que algumas (infelizmente demasiadas) personalidades fracas fazem por demonstrar em relação aos seus “líderes espirituais”. Geralmente as personalidades fracas alimentam esse falso respeito por dependência, sobretudo financeira, directa ou indirecta. Esta liderança permite certas regalias, nomeadamente, entre duas atitudes antagónicas dizer que esta é que está bem e fazer o exacto oposto tendo o privilégio de ambas serem consentidas como estando igualmente certas pelo seu súbtido. Mas existem outras formas de protagonismo não menos irritantes, como é o caso, usando um estrangeirismo, do “show off”, que se caracteriza pelo querer dar nas vistas, pelo vontade de se evidenciar, de se salientar de entre os demais. Este caso verifica-se mais em extractos sociais mais nivelados, como por exemplo, em jantares de colegas de trabalho da mesma hierarquia ou funções, e manifesta-se através do simples falar mais alto do que os restantes, da monopolização da conversa, ainda que sem conteúdo, mudar sorrateiramente o tema de conversa por forma a ganhar a posição de orador principal, ou a mais típica, a contabilização das bebidas alcoólicas ingeridas para sustentar a posição como protagonista principal. De salientar que a luta pelo lugar de destaque no “show off” é ainda mais acesa quando está presente um dos protagonistas por “status social” e o mesmo está disposto a abdicar de algum tempo no poleiro do protagonismo.

É baseado nesta análise, e outras que poderiam ser efectuadas, que considero ter uma personalidade distinta. Não faço esforços para agradar a fulano ou a beltrano não importa qual a posição social, nível de riqueza, nível intelectual, ou outra qualquer forma de distinção. Talvez por isso tenha poucos amigos, até mesmo poucos colegas e bastantes conhecidos. O que realmente me enriquece é que eles sejam verdadeiros, que me respeitem e me admirem pelo que sou e não pelo que tenho ou faço e que me perdoem se alguma vez agi nos mesmos moldes que aqui tento descrever.
Eu sei que quem estiver a ler estará a pensar que este é um lugar comum, que também não andam por aí a lamber botas e a dizer Améns só para se inserirem com mais força nas fundações da sociedade materialista e exibicionista, mas o que parece á luz dos meus olhos é que cada vez há mais hipocrisia.

Take it like a men!!

Dizem que sou frio, distante e reservado…
Mas ainda á pouco te deixei um beijo por baixo da porta,
Espero que o tivesses encontrado.
Sinto a alma cheia e o coração vazio.
Separados como um cordão umbilical cortado à nascença,
Sinto que deixei o coração enclausurado no passado,
Entre o que fui e o que sou é essa a diferença.
Um coração que só sente saudade,
Acumula na alma o que a prisão não liberta.
Lampejos de outrora ultrapassam a idade,
Rompem o quotidiano e escapa a felicidade.
Mas momentos não bastam para aliviar o espírito,
É nele que se mistura o que no peito se rejeita.
Compaixão, afecto, carinho, amor e paixão,
Ilusão, raciocínio, razão, pensamento e ambição,
Juntos como ouro e prata na alma que os aceita,
E que solta um grito mudo de urgente libertação.
Urge iluminar a passagem que faça a separação,
Entre os sentimentos que são da alma e os do coração.
Entretanto procuro escapes que me devolvam alegria,
Ler, escrever, drogas e música,
Mas sobretudo os bons amigos e a tua companhia.