7 de agosto de 2010

Noites Brancas de Insónias

Mais uma noite infinita de insónias,
Está calor de verão e oiço ao fundo o som da diversão,
A música vem de longe e mescla-se com as ideias,
Agita-se o sangue quente que me corre nas veias.
Oiço, penso, escrevo aleatoriamente e sem conexão,
E esgoto nas palavras que escrevo
O tempo que me resta para a senilidade.
E passo mais uma noite sem dormir a sonhar com a felicidade.
Podem-me chamar egocêntrico…
Podem apelidar de vaidade,
Mas só eu posso encontrar o mapa
Com o caminho para a felicidade.
A felicidade pode ser um gesto,
A felicidade pode estar num passo incerto,
A felicidade é como a música que escuto nesta noite no deserto
Por vezes parece tão longe e está ali tão perto.
Neste serão passado em branco,
Desejo fortemente sucumbir de cansaço
E recuperar o sono perdido embrulhado no teu abraço.