20 de abril de 2010

I want to break free of these chains that tie me...

Não me sais da cabeça...
Preciso de saber!
Do que gostas-te?
Do que não gostas-te?
Estás contente ou triste?
Conta-me como me vês!
Conta-me o que sentis-te!
Sinto-me preso por ti, sinto-me refém...
Do que pensas-te...do que te vai na mente.
Vamos repetir?
Ou é para esquecer definitivamente?
Preciso de saber! Preciso que me digas!
O que achas que correu bem?
O que achas que correu mal?
Desiludi-te?
Ou fui simplesmente genial?
Porquê tantos porquês?
Será por ter sido a primeira vez?!
Preciso de saber...
Porque não me sais da cabeça.

16 de abril de 2010

Iluminação 100 Watt

Na terra dos sonhos há uma ponte, que é um miradouro,
Para os que lá acordam, o rio que ao fundo se oculta nas nuvens,
Para os que vão sonhar, a praia, as crianças o lar.
Ai como tenho saudades de ver em um só olhar...
Areia, sol e mar!

Hoje sinto-me iluminado!
Percebo claramente o que me apoquenta…Sede de conhecimento! Quero aprender sempre! Nunca estagnar. Exijo evoluir sempre! Nunca bloquear no tempo. Ainda que não dê o primeiro passo, sei que é disso que mais preciso. Aceito tudo que seja novidade para mim, que me faça saltar a rotina, que me liberte a alma. A ausência disso justifica a facilidade com que desmotivo. É por não o alcançar que estas palavras me fazem tanto sentido, durante grande parte dos dias - “I just don’t give a fuck”. Estou desligado do mundo, estou desligado da vida, estou sobretudo desligado de mim próprio. Por vezes falta vontade, por vezes escasseiam as atitudes, por vezes a ausência de acções.
Certo é que falta sempre algo que me desvie deste passeio, de calçada Portuguesa, da minha terra, que amo mas que não me faz feliz na plenitude. As coisas escritas são diferentes de ditas, as coisas ditas são diferentes de feitas. Aqui cresci, mas acordei...devo partir, mas ainda não sei. Tudo que sou, sou-o aqui! Tudo que amei, veio daqui! Mas um dia com certeza partirei.

5 de abril de 2010

Momentos de Agonia

Por vezes sinto-me assim

Agonia desejada!
Agonia Corrosiva!
Não faço o que preciso,
Evito-o de forma evasiva,
Com um papel branco e liso.
Que futuro posso esperar,
Se não caminho contra o tempo a passar.
Pausadamente deixo andar...
Até a contagem parar!
Agonia que aperta o coração
Como um laço apertado pela calma,
Só que o que consome o coração
Também dilacera a alma.
É dia de escolher,
É hora de decidir,
Como é que vou viver...
No minuto que está para vir.
O excesso de serenidade,
A escassez de celeridade,
Se não aproveito agora,
Terei outra oportunidade?
É que os dias passam,
E eu continuo à espera.
Só quando levar o primeiro tiro...
É que vou começar a guerra.