22 de setembro de 2011

Respect

As a child I wished so much just to grown up,
If I knew this was it I would kept my mouth shut
I’m so tired I’m exhausted I just want to give up,
Maybe I’m not tough enough to handle this stuff.
I’m wounded but I will fight till I collapse,
Head up, eyes down, just fall and relapse,
Maybe cause I just need to relax.
I’m not smiling…I’m laughing out loud
Cause I’m so fucking proud of what I’ve been
You ain’t ever seen, such a character a personality
This shit isn’t what I supposed to be.
A fucked perturbed adult is this the final result?
Maybe or maybe not but for now…
Just let me be alone in this corner of my own,
Reloading ammo at my gun pointing and shooting the sun,
Anger so deep in my eyes one arsenal full of supplies
That I just hide and disguise but it takes just one shot
For you to catch and realise…you better respect me!

30 de maio de 2011

All over again

Nos dias de hoje percebo que...
Passo demasiado tempo a pensar,
que podia ser isto ou aquilo,
que podia ter a vida deste ou daquele,
que podia simplesmente ser diferente do que sou,
e ser o que noutros dias fui e sonhei vir a ser.
Nos dias de lucidez esforço-me...
Por me encontrar onde me perdi,
Por ser eu próprio sem ilusões,
Por apagar da memória as frustrações,
e ser o que noutros dias fui e sonhei vir a ser.
Mas passado mais um pesadelo acordado,
caio de novo no mesmo pecado,
Desejar ser diferente do que me está destinado.
Entrelaçado a olhar para mim próprio,
Esqueço-me muitas vezes do que mais gosto...
Os outros!
Estou farto de ter pena de mim.
All over again!!

10 de abril de 2011

Magnetismo

Imagino que és a mais bela e mais bonita,
Imagino que sou uma praga maldita.
Armado para a batalha
Que travo contra mim próprio,
A minha cura é o meu ópio,
Que me mantém neste estado psicótico.
Sou uma espécie de protótipo,
Rasgo pedaços de passado,
Nunca chegaram a ser presente.
Mais um grito mudo de socorro,
Mais um sopro sôfrego e eu morro,
Sem provar que ainda sei amar.
Abro a porta da infância e viajo ao futuro,
Levemente levado pelo vento.
Sei que por muito que o meu mundo mude,
Uma coisa é certa neste momento:
Sonha com o futuro…
Com o que desejas, com o que pretendes,
Mas mantêm-te sempre ciente,
Que é do passado que te arrependes!

5 de março de 2011

Homicida

Palavras...
É este o punhal afiado que te cravo no peito,
Arranco-te o coração num crime quase perfeito,
Salpicos do teu sangue ainda quente escorrem-me no rosto,
Saboreio uma gota que me toca os lábios e sinto gosto,
Sorriso aberto, sarcástico a tua alma o meu deleito,
Inveja, vingança, cinismo é ao que estás sujeito.
Homicida das letras...
Desmembro-te mais um membro a sangue frio,
E rio da fé e da crença, palavras vão...
Frases vem...mas eu é que dito a sentença.
Abandono o local do crime deixando despojos de guerra
O teu destino final, frio e fundo, debaixo da terra.
Na rua o sol brilha, altruísta, para toda a gente,
É a única jóia de valor eterno e permanente.
Caminho ainda livre rumo ao abismo
Entrego a liberdade, sou algemado e detido ,
Aguardo com paciência o meu cataclismo,
A sociedade exige e devo ser punido
Mas nem por um segundo me sinto arrependido.
Podes-me prender e fazer das minhas letras tuas escravas
eu renasço e torturo-te até à morte...com palavras!