Este Natal!
Queria escrever num papel a minha alma,
Queria revelar em palavras eternas o meu coração,
Escondido que ele está pela tentação
De me focar na minha própria direcção,
Olhando para o meu fraco amor próprio constantemente,
Esqueço vezes de mais um amor superior infinitamente.
Neste dia frio, coberto de neve, de coração quente.
Quero que saibas...Amo-te!
O teu menino está no meu peito enclausurado,
Prisioneiro deste boneco de gelo a sete chaves fechado,
Um dia ele
vai renascer um dia será libertado.
Mas
enquanto luto por afastar este monstro que criei,
Queria
dizer que te amo e que sempre te amarei.
Amo-te num
abraço,
Amo-te num
beijo,
Amo-te num
obrigado.
Amor que é
teu, amor que tu me deste,
Amor que
te devo, amor que de mim já tiveste,
Amor
envergonhado que teimo em esconder,
Não sei se
é maturidade ou se é envelhecer.
Neste dia
de Natal...
Recordo o
que já fizeste por mim,
E choro
com receio de te desiludir,
Neste
Natal a melhor prenda era sentir
O teu orgulho profundo em mim...
Mãe.
O teu orgulho profundo em mim...
Mãe.