24 de maio de 2010

Variações Oscilantes!

Gostava que me perguntasses,
Porque nunca escrevo de amor?
Simplesmente te responderia…
Que nunca senti esse sabor.
Enterro a vida numa gaveta,
Visto o traje do miserável
Sem medalhas nem orgulho.
Penso no que fui, no que podia ter sido.
Calço por mais um dia as botas sujas
Que calcam a lama,
Essa mesma onde me enterro!
Por vezes ainda grito alto no escuro,
Do obscuro do meu ser…
“Eu já fui brilhante,
Eu podia ter sido gente”,
Mas já vislumbro no horizonte
O futuro deprimente.
Essa luz ao fundo do túnel
Não me parece luminosa de esperança,
Mas sim mais um passo para a desgraça
Que carrego tatuada nas costas,
Como um fardo que mereço.
Porque este rumo eu consigo mudar
Mas permaneço…
Um espantalho inerte por despertar,
Ainda vou querer vestir o fato de gala
E já só poderei sonhar.

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