14 de agosto de 2009

Severino o Severo

É da escuridão e na penumbra da cela solitária em que me tentam aprisionar que redijo este manuscrito, num pergaminho que tenciono soltar no oceano, dentro de uma garrafa vazia de absinto, para que o futuro possa saber profeçar novas formas de fé.

Daqui de onde vos escrevo ouvem-se rumores que sua alteza real tenciona brindar com taças de ouro na comemoração das suas bodas de reinado, reunindo num dos ex-líbris desta terra todos os aliados e combatentes da sua nobre causa.

A causa própria de afastar o povo da sua terra, de roubar na fé dos pobres para se enriquecer a si próprio e construir o seu império real, abstendo-se de todas as acções que poderiam engrandecer este cantinho no Minho plantado.

Pela força que poderia congregar rumo ao crescimento do património, da cultura, do apoio social e sobretudo na união da população e por nunca o ter feito, preferindo alimentar rivalidades e crispações promovendo um reinado austero, opressivo e extremamente hostil, o cognome com que ficará para sempre na história será - O Severo:

o rei que usufrui do poder da coroa mas não é a jóia da coroa.

Severino o Severo é o rei da minha terra mas o que o povo desconhece é que este rei não é monarca é membro de plena crença do clero e cristão emancipado.

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