21 de fevereiro de 2012

Ansiedade


Carrego comigo uma cruz e não é no peito,
É uma espécie de maldição com a qual me deito.
Uma! Duas! Trés! Quatro da madrugada,
Ás voltas na cama não penso em mais nada.
Levanto-me do palco dos pesadelos onde sonho acordado,
Com a cabeça completamente perdida, totalmente extasiado,
Vou á janela, contemplo o espelho da minha vida, acendo um cigarro,
Luzes artificiais iluminam o caminho ao nevoeiro cerrado,
Clima frio, e eu gelado, cenário típico de Inverno,
Ligo de novo o rádio  preparando o regresso ao Inferno.
A música rompe o silêncio, como o latir e o uivar dos cães lá fora,
Já falta pouco para amanhecer é quando o demónio se vai embora.
O sonho desta noite é uma ideia a reter na memória,
Para contar um novo episódio, uma outra história.

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